Laura Nessimian
Diário de bordo da nave espacial da Federação Interplanetária. Data estelar desconhecida.
Não sei quantas voltas já dei em torno desse planeta... Liberdade, liberdade, abra as suas asas sobre nós! Dizem que ser livre é poder voar, tocar as nuvens e soltar as rédeas do pensamento e deixar que ele galope livre pelos pastos. Dizem, ainda, que a liberdade nos torna líquidos, gasosos, voláteis. Já ouvi falar que quando somos livres não somos um pudim de leite em forma de coração. Somos riachos, córregos rebeldes e malcriados que não obedecem nem a barreira das pedras nem as fronteiras demarcadas.
Ah! Mas flutuando no silêncio das estrelas, eu tenho uma percepção alterada dos fatos. Falar assim de forma explícita, não posso, até porque, nada sei sobre as coisas exatas. Eu vejo apenas, o lado escuro da lua, que também é lua. Não está lá, mas sei que está lá...
Dizem que ser livre é andar sem rumo e ter asas para voar, ser independente e fazer somente o que der vontade. No entanto, daqui do alto, vislumbro uma outra face da liberdade. Aquela que nos permite andar com os pés bem fincados na terra e criar raízes e laços...
Agora, depois de muitas aterrissagens, eu começo a acreditar na profunda verdade das contradições. Hoje,a vida me contou um segredo: Ser livre é estar definitivamente preso a tudo e a todos que amamos.
quarta-feira, 24 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
O peixe Lucy
Laura Nessimian
O peixe da Júlia chamava-se Lucy por causa da música dos Beatles. Havia outro que atendia pelo apelido de John Lennon. Ficaram os dois sob nossa guarda temporária. Ana, a mais cuidadosa, trocava a água do aquário todos os dias, com medo de que faltasse oxigênio para o peixinho. Por ironia do destino, o peixe Lucy morreu. Afogou-se no excesso de zêlo e de ar. As meninas choraram muito. Depois, passou... Enxugamos as lágrimas e enterramos os restos mortais do peixe, no vaso de planta da sala. Alguns meses mais tarde, presenciamos o milagre da transformação. O peixe Lucy virou flor. Todos os anos, no mês de agosto, Lucy in the sky se veste de branco. Fura a terra. Busca a luz, provando que a vida continua sempre... De alguma forma...
E por falar em transformar, que tal dar uma conferida no site "Objetivos do Milênio", 8 jeitos de mudar o mundo".
www.objetivosdomilenio.org.br
O peixe da Júlia chamava-se Lucy por causa da música dos Beatles. Havia outro que atendia pelo apelido de John Lennon. Ficaram os dois sob nossa guarda temporária. Ana, a mais cuidadosa, trocava a água do aquário todos os dias, com medo de que faltasse oxigênio para o peixinho. Por ironia do destino, o peixe Lucy morreu. Afogou-se no excesso de zêlo e de ar. As meninas choraram muito. Depois, passou... Enxugamos as lágrimas e enterramos os restos mortais do peixe, no vaso de planta da sala. Alguns meses mais tarde, presenciamos o milagre da transformação. O peixe Lucy virou flor. Todos os anos, no mês de agosto, Lucy in the sky se veste de branco. Fura a terra. Busca a luz, provando que a vida continua sempre... De alguma forma...
E por falar em transformar, que tal dar uma conferida no site "Objetivos do Milênio", 8 jeitos de mudar o mundo".
www.objetivosdomilenio.org.br
Assinar:
Postagens (Atom)
